quinta-feira, 14 de junho de 2012





Pedro Demo


Pedro Demo
Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 1B
Possui graduação em Filosofia - Bom Jesus (1963) e doutorado em Sociologia - Universität Des Saarlandes/Alemanha (1971). Professor titular apostentado da Universidade de Brasília, Departamento de Sociologia. Professor Emérito. Fez pós-doutorado na UCLA/Los Angeles (1999-2000). Tem experiência na área de Política Social, com ênfase em Sociologia da Educação e Pobreza Política. Trabalha com Metodologia Científica, no contexto da Teoria Crítica e Pesquisa Qualitativa. Pesquisa principalmente a questão da aprendizagem nas escolas públicas, por conta dos desafios da cidadania popular.
(Texto informado pelo autor)
Última atualização do currículo em 12/06/2012
Endereço para acessar este CV:
http://lattes.cnpq.br/1988962364420428 

Biografia
Nasceu em Pedras Grandes, Santa Catarina, em 1941, de pais agricultores (viticultores), onde fez a escola primária. Com nove anos entrou no Seminário dos Franciscanos em Rodeio-CS, e depois em Rio Negro-PR, para, a seguir, cursar até o segundo grau em Agudo-SP (até 1960). Cursou Filosofia na Faculdade dos Franciscanos, Curitiba, 1961-1963. Três anos de Teologia em Petrópolis e estudo de música (1964-1966). Doutoramento em Sociologia, Alemanha, 1967-71. Defesa de tese em 28/01/1971. Pós-doutoramentos na Universitat Erlangen-Numberg. Regressou ao Brasil em 1971, trabalhou no Centro João XXIII (Rio de Janeiro), dos Jesuítas, assessorando os Bispos do Brasil (CNBB). Ao mesmo tempo, foi professor da Universidade Federa. Ao mesmo tempo, foi professor da Universidade Federal Fluminense, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e do IUPERJ (Pós-graduação em Sociologia da Universidade Cândido Mendes). No Centro João XXIII, elaborou/publicou textos sobre a realidade socioeconômica brasileira, para mostrar aos Bispos as condições de vida do povo brasileiro, sob a orientação de Pe. Ávila e Pe. Paulo Menezes. Em 1975 foi contratado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ministério do Planejamento), em Brasília, para atuar na área social desta instituição. Aí pode conhecer o país como um todo, ao mesmo tempo que lhe foi permitido manter sua vida acadêmica (era professor de tempo parcial na UnB), permanecendo até 1994, quando se aposentou. Em 1976 ingressou na UnB, departamento de sociologia, onde tornou-se professor titular em 1982. Passou um tempo no departamento de Serviço Social, para colaborar na pós-graduação em Política Social, por ser esta uma área de preferencia de atuação acadêmica e prática. Em 2003 retornou ao departamento de sociologia onde se aposentou em maio de 2008. Em dezembro de 2009 foi nomeado Professor Emérito da UnB.
Ocupou cargos em vários ministérios (Educação - dois períodos, Desburocratização, Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, e Justiça). Em 1994, passou a trabalhar em tempo integral e dedicação exclusiva na UnB. Desde fins de 1980, desenvolveu o interesse pela causa dos professores básicos, por entender que, em parte pelo menos, a cidadania popular depende da qualidade de sua atuação e formação. Em decorrência, aproximou-se da sociologia da educação, área em que pesquisa e publica até hoje intensamente, sempre com realce para o vínculo estreito entre educação e combate à pobreza política.

Títulos e cargos

Professor Titular da Universidade de Brasília.
Professor do Doutorado de Educação UFRJ.
Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA/SEPLAN.
 Secretário Executivo Adjunto do CNRH.
Superintendente Adjunto do IPLAN.
Subsecretário Geral e Secretário Geral Adjunto do MEC.
Diretor Geral do INEP/MEC.
Professor Emérito da UnB (dezembro de 2009).
Membro do Conselho Consecutivo do IPEA (2010).
Entre outros.

Frases de Pedro Demo

"Sua tarefa é cuidar que o aluno aprenda. Sua glória é o aluno que sabe pensar". Autor: (Pedro Demo)
 “A educação precisa formar rebeldes. É deles que precisamos para mudar a sociedade”. (Pedro Demo, Jornal do Brasil, 08/10/00)
“Os educadores são muito resistentes à mudanças. Seja na universidade, seja no ensino fundamental, seja no ensino médio, seja entre os pedagogos. São todos muito resistentes”. 
(Pedro Demo, Jornal do Brasil, 08/10/00)
“O aluno que perde aulas, no fundo, não perde nada. Ele perde, se não aprende. E as aulas não estão muito voltadas para o compromisso de o aluno aprender; estão voltadas para o formalismo do professor, que não sabe fazer aquilo, só sabe dar aulas”. (Pedro Demo, Jornal do Brasil, 08/10/00)
“A aula não precisa ser descartada, mas não é o centro da aprendizagem. O centro da aprendizagem é saber reconstruir, elaborar, questionar”. (Pedro Demo, Jornal do Brasil, 08/10/00)
 “As pessoas não constroem conhecimento; elas, na verdade, reconstroem a partir do que já existe e já se sabe. O que o aprender significa? Não é só reconstruir conhecimento, é também forjar o sujeito capaz de ser o dono do seu conhecimento, ser autônomo em seu conhecimento”. (Pedro Demo, Jornal do Brasil, 08/10/00)
 “Se você não resgata o professor, não resgata a escola. Se o professor não é incluído, como ele pode ajudar a promover a inclusão? Temos que fazer do magistério uma profissão valorizada, porque é a profissão mais importante dessa sociedade do conhecimento, onde a aprendizagem é crucial. O professor é o profissional estratégico, ele é o profissional dos profissionais, é nele que começa a seriedade e a dignidade do país”. (Pedro Demo, Jornal do Brasil, 08/10/00)
 “Se o professor voltar a aprender, voltar a estudar, voltar a se valorizar, ele passa a cuidar bem do aluno, e o aluno cresce de maneira impressionante. Não sou contra a tecnologia, os computadores, as antenas parabólicas, mas digo sempre: a peça principal da tecnologia é o professor”. (Pedro Demo, Jornal do Brasil, 08/10/00)


Doutor em Sociologia, Pós-doutorado; Professor titular da Universidade de Brasília; Autor de mais de 40 livros; Conferencista de renome internacional. Uma de suas obras:

Professor do Futuro e Reconstrução do Conhecimento
Editora Vozes, Petrólis, 2004 (6a. ed., 2009). (R. Frei Luis, 100. 25689-900 Petrópolis, RJ). Fone: 24-22339000. www.vozes.com.br
Índice:
Introdução- Professor, profissão estratégica. I - Cuidar da aprendizagem. II - Conhecimento "disruptivo". III - Combater o instrucionismo. IV - Refazer a pedagogia. V - Direito de estudar. VI - Perfil do professor do futuro. VII - Para "fazer" conhecimento. Bibliografia.
Resumo:
Esse livro traz uma visão renovadora do papel do professor inserido em todo o contexto educacional enfocando principalmente a aprendizagem do aluno. Pedro Demo faz algumas reflexões que considera relevantes para o processo ensino-aprendizagem. Ele fala que a escola é o mais importante caminho para a construção de conhecimento, é nela, que o nosso cérebro é estimulado a trabalhar com o CONHECIMENTO que possuímos anteriormente de freqüentarmos uma instituição escolar, porém, esse processo somente obterá êxito se o aluno realmente compreender o tema e a sua importância, de modo que ele possa tornar-se um não apenas um sujeito integrante, mas também interativo. O autor ressalta que não é possível promover aprendizagem em sala de aula se o professor não tiver total domínio do conteúdo, sem precisar recorrer constantemente nos livros didáticos que apresentam respostas prontas e únicas para os exercícios, também afirma que: quem estuda com quem não estuda jamais aprenderá estudar. Demo diz que o livro didático suprime a voz e as inquietudes do aluno não deixando revelar o cidadão que queremos. O poder do livro didático como discurso de verdade, enfatiza o conteúdo a distanciada como um exercício de reprodução e não de formação e/ou criação. Então ele fala que é preciso proporcionar ao aluno atividades que possibilitem estimular seu raciocínio, trazendo as atividades mais perto possíveis da realidade do educando. Pedro Demo também faz uma classificação significativa de nove requisitos básicos para que o professor construa o perfil do professor do futuro, ele deve ser: 1) pesquisador; 2) formulador de proposta própria; 3) capaz de por em prática a teoria e teorizar a prática; 4) permanente atualizado em seu conhecimento; 5) aperfeiçoar-se também nos meios tecnológicos; 6) torna-se interdisciplinar; 7) deve ter mestrado; 8) engajado com a cidadania; 9) Professor do futuro é aquele que sabe fazer o futuro. Estes são os noves requisitos apresentados por Pedro Demo para formar um professor do futuro, e fundamenta suas teorias dizendo que: fizeram futuro as sociedades que souberam pensar, as sociedades que souberam produzir e usar de modo inteligente as energias de conhecimento, a versatilidade autopoética da aprendizagem, a indocilidade da educação.


Outros Livros
Educação e Desenvolvimento
Editora: Papirus Editora
Contracapa

A relação mais forte entre educação e desenvolvimento passa pela questão da qualidade política, ou seja, pela competência humana de se fazer sujeito capaz de escrever sua própria história. O melhor combate que a educação pode travar é contra a pobreza política, no sentido de sedimentar a cidadania crítica e prática voltada para projetos alternativos de desenvolvimento. O maior problema social que ainda se tem a enfrentar é a ignorância, porque esta nega a capacidade de cada um de encontrar soluções.
Para fundamentar tais ideias, este texto estuda, além das conexões mais costumeiras entre educação e desenvolvimento, dois outros enfoques atuais: as teorias pós-modernas da aprendizagem, sobretudo de inspiração nas ciências naturais, que realçam a face política da aprendizagem; o debate da inteligência artificial sobre aprendizagem, no qual se nota uma guinada notável na direção do combate ao instrucionismo.
O acesso à informação parece estar solucionado pela instrumentação eletrônica. Mas o acesso à formação ainda é um desafio considerável. Nosso sistema ainda está excessivamente atrelado à táticas de mero ensino. É preciso entender que esse mesmo sistema não teme um pobre que tem fome, mas teme um pobre que sabe pensar.

Sumário
·     Introdução
·     Enfoque do "Desenvolvimento Humano"
·     Enfoque da Aprendizagem de Estilo Reconstrutivo
·     Enfoque da inteligência Artificial
·     Educação, Aprendizagem e Desenvolvimento
·     Para Concluir: Realidade e Fantasia

APRENDIZAGENS E NOVAS TECNOLOGIAS

Conclusão

É melhor definir o professor como “aprendiz” (“eterno aprendiz”). Assume aprendizagem como profissão e encaixa em sua profissão o compromisso de fazer outros aprenderem também. Os novos tempos acarretam novos reptos, entre eles saber desconstruir-se de maneira permanente, para ressuscitar todos os dias. Professor acabado é algo fútil. Manter-se aprendendo sempre é sua glória, mais que sua sina.  Tem o compromisso de trazer para o aluno o que há de melhor no mundo do conhecimento e da tecnologia, para poder aprimorar sempre as oportunidades de aprender. Ao mesmo tempo, precisa saber aprender de muitas circunstâncias, não apenas de uma teoria isolada, de alguns autores fechados, de certas posições consideradas intocáveis. Nada é mais “tocável” que conhecimento, que, no fundo, é uma metamorfose ambulante. Isso tudo recomenda ao professor modéstia radical, não só por cautela, mas para estar à altura do aluno. 
Embora seja alvo de crítica, o professor tornou-se, ao contrário de muitas promessas agressivas e neoliberais, figura central da sociedade do conhecimento e informação. Em especial a pedagogia está ressurgindo das cinzas, porque é o fogo dos fogos, o forno dos fornos, a chama das chamas. Nunca educação foi vista com tamanho interesse, mesmo que aí latejem grosserias de toda ordem. Sem tornar-se panacéia, é a alavanca maior do desenvolvimento e das oportunidades. O timoneiro principal desta embarcação que navega o futuro é o professor e, mais propriamente, o pedagogo.




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Comentário:
VI Congresso de Educadores de Santo Antonio de Jesus que teve como tema 'Como Educar Futuros Líderes' contou com a presença de vários proletores inclusive a presença do Dr. Pedro Demo.